‘Parece até um sonho’: diz jovem aprovada em medicina em duas federais no Tocantins
26/02/2026
(Foto: Reprodução) Jovem se emociona ao contar que foi aprovada em medicina para mãe
"Às vezes, parece até um sonho, porque foi algo que eu sempre quis muito", contou a jovem Cecília Leite, de 21 anos, ao refletir sobre a aprovação em medicina conquistada em duas universidades federais do Tocantins.
Após quatro anos de estudos e mudanças na rotina para prestar o vestibular, a estudante foi aprovada na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e, em seguida, na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT).
Cecília optou pela UFT e iniciou a graduação no campus de Palmas. "A medicina sempre foi um sonho de infância para mim. Desde cedo eu me imaginava nessa área, e com o tempo esse desejo só foi ficando mais forte. Hoje eu sinto que estou vivendo algo muito especial", comentou.
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As notícias das aprovações emocionaram Iraneide Sousa Leite, mãe da estudante. Um vídeo de mãe e filha abraçadas, celebrando a conquista, emocionou a web.
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Estudante se emocionou ao contar que foi aprovada em medicina para mãe
Cecília Leite/Arquivo pessoal
Dedicação intensa
Para chegar ao tão sonhado curso, Cecília focou nos estudos e apostou na constância como estratégia para alcançar o resultado.
"Costumava assistir a três ou quatro aulas por dia. Cada uma tinha, em média, 1h30. Parei de assistir às aulas e comecei a resolver apenas as provas do Exato, até que chegou um ponto em que descobri os padrões das questões e corri para o abraço”, explicou.
Além da rotina de estudos regrada e da dedicação à resolução de questões, Cecília também enfrentou o desafio de domar a ansiedade e lidar com os altos e baixos emocionais.
“Organizei uma rotina. Estudava praticamente todos os dias, fazia muitas revisões e resolvia muitas questões, porque isso me ajudava a entender como as provas funcionavam. Também tive que aprender a lidar com momentos de cansaço e ansiedade", comentou.
Carimbo especial
A expectativa pela aprovação não era apenas de Cecília. A mãe, Iraneide Sousa Leite, também aguardava a realização do sonho da filha e, por isso, decidiu, há dois anos, fazer um carimbo com o nome “Dra. Cecília Leite”.
"Às vezes, ela madrugava estudando e sempre acompanhava essa rotina. Às vezes, ela falava: 'Mãe, vou dar aula para você, porque assim eu aprendo mais fácil. E assim fazíamos. E deu certo. Ainda hoje me emociono. Não foi fácil, mas ela conseguiu", contou.
Cecília ao lado da mãe, Iraneide Sousa Leite
Cecília Leite/Arquivo pessoal
Iraneide é servidora pública e estava no trabalho quando o resultado saiu. Ela e a filha combinaram que, se a aprovação chegasse, Cecília daria a notícia pessoalmente.
“Estávamos aflitas. Fui trabalhar e a deixei em casa meio chorosa. Falei para ela: ‘Filha, se sair o resultado hoje, não me liga, vá ao meu trabalho’. Quando cheguei, pouco tempo depois ela entrou na minha sala, aos berros, dizendo que a matrícula tinha sido deferida. Caí no choro, de alívio e de sensação de dever cumprido.”
Com o início das aulas, Cecília está tendo contato com as primeiras disciplinas do curso. “Sou muito grata a Deus, aos meus pais e aos meus amigos, que estiveram comigo em todos os momentos dessa caminhada", finalizou.
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